Distraía-se com facilidade para que se pudesse encarar nos pontos de fuga. Seriam esses também pontos de encontro?
É que precisava falhar para que se desmoronasse. Só assim podia auscultar os pensamentos destrutivos, as crenças que nem a si mesma queria assumir. E os medos que pudesse ser destruída, que não se pudesse sustentar caiam por terra. Ali estava ela para se dar a mão, para se olhar por inteiro.
E na Coragem de Ser usava as suas cinzas e destroços como o fertilizante para os passos seguintes. Estar aqui foi uma Decisão tomada, muito antes de chegar ao corpo. E aqui nesse corpo, que agradecia e honrava, estava-lhe concedida a Vida, para que existisse.
Ela sabia que tinha a força, a valentia e a amorosidade para abrir caminho.
Nela está a audácia, a capacidade de gerar vida, fazê-la nascer e sustentá-la, a determinação de fazer crescer e nutrir os projetos e a vida. É a sua herança familiar. E, agora olha-a com orgulho e sabe que está bem acompanhada. Viajam tantos com ela.
E na verdade são tantos caminhantes para a construção da nova terra.
E continuava ainda a destruir e desconstruir o que precisava de ruir, para que novas bases pudessem emergir. E silenciosamente tudo ocorria em níveis subtis.
É que a semente no escuro vai desenvolvendo-se e crescendo, mesmo que invisível aos olhos. Assim estamos todos, em modo mudança de pele. Transformando as formas... deixando cair as palavras certas.
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Cuspidelas